Esta casinha simpática da fotografia é pra avisar que estou de casa nova: Dêem uma olhadinha no novo blog! Ainda não sei o que farei pra manter os dois (e nem se vou conseguir), mas não tive coragem de por um fim no liplixtibum...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Esta casinha simpática da fotografia é pra avisar que estou de casa nova: Dêem uma olhadinha no novo blog! Ainda não sei o que farei pra manter os dois (e nem se vou conseguir), mas não tive coragem de por um fim no liplixtibum...
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Contação de Histórias
domingo, 25 de maio de 2008
A preguiça
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Em junho, nas livrarias:
Quem tem medo do Mapinguari?
Vássia Silveira
Editora Letras Brasileiras
www.letrasbrasileiras.com.br
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Samaúma
Quem já viu uma semente
que parece um algodão?
voa longe, voa alto
e se espalha pelo chão.
E raízes de poemas que
parecem teias de aranha?
são chamadas sapopemas
e conseguem uma façanha:
Sustentam no ar os galhos
leves ao vento, pluma
de uma árvore encantada
que se chama Samaúma.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Liplixtibum

Uma fada sussurrou no meu ouvido: liplixtibum. Eu nunca tinha escutado esta palavra antes e a fada, depois de me acordar, saiu voando pelo quarto sem me dizer o que significava liplixtibum.
Fiquei com a palavra na mão e resolvi guardá-la numa caixa sem tampa.
Mas a palavra escapou da caixa e foi parar na boca de um besouro que cochichou para as flores: liplixtibum. Elas ficaram encantadas com a sonoridade do que ouviram e para agradá-las, o besouro separou a palavra e a distribuiu entre as pétalas de margaridas, petúnias e violetas.
E numa tarde de primavera vieram as abelhas, que cataram as sílabas e levaram para casa os pedaços da palavra...
A abelha-rainha, enfastiada de mel e sono, ao ver o presente saiu dançando e cantando pela colméia: liplixtibum.
Depois da festa, o mel escorreu pelo tronco da laranjeira e seu perfume era tão adocicado
que a dona do quintal resolveu antecipar a colheita. E enquanto juntava o mel, viu lambuzada, no fundo do pote, a palavra liplixtibum.
A boa senhora correu para mostrar à neta silenciosa, a palavra dentro do pote. A menina arregalou os olhos ao sentir na ponta dos dedos liplixtibum. E como se todas as palavras morassem em uma só, começou a falar sem parar. E tanto falou que um dia ouvi no vento uma de suas histórias:
“Uma fada sussurrou no meu ouvido: liplixtibum. Eu nunca tinha escutado esta palavra antes e quando ia perguntar o que significava, a fada saiu voando pelo quintal. Fiquei com a palavra grudada na mão e resolvi guardá-la numa caixa até descobrir o que era. Mas a palavra escapou da caixa e...”
...O vento parou de repente, sem contar o resto da história - que espalhou-se pelo reino das fadas!
E até hoje é lá, onde vivem as palavras mágicas, que esta e outras histórias esperam. Esperam pela boca de um besouro ou de menina. Esperam por alguém que procure o significado de liplixtibum.
terça-feira, 26 de setembro de 2006
A cozinha
A cozinha da minha avó
é toda vermelha e charmosa
tem gato, cachorro, papagaio
e tudo que a gente mais gosta!
chocolate quente e biscoito
e até assombração!
cheira a doce diversão...
domingo, 10 de setembro de 2006
Os amores do piolho
Minha mãe diz que piolho não gosta de banho. Eu também não gosto muito, mas vivo tendo que tomar. Principalmente por causa dos piolhos: minha mãe diz que piolho em cabeça de Cascão vira criação de boi.
sábado, 26 de agosto de 2006
O lápis lilás
Hoje acordei à procura de um lápis lilás. Quero pintar dessa cor, as estrelas. Pensei em fazer o mesmo com a metade do céu, no fim da tarde. Aí vou vestir minhas meias com listras laranja – só pra combinar com a bola de fogo amarelo-morrendo-morrendo, pendurada lá no horizonte – e pedir sorvete de uva ao sorveteiro.
E se não tiver de uva? Ora, peço flocos, tiro meu lápis lilás da bolsa e pinto o sorvete de uva, uvinha lilás-meio-violeta. Daí vou jogar petecas amarelas no parque e fazer força, mais muita força mesmo pra não sair usando meu lápis nas flores e plantas dos jardins...
Pintarei somente os bancos: de rosa-espantado. Acho que essa cor cai bem num céu meio lilás.
domingo, 6 de agosto de 2006
Carneirinhos
Quando o sono não vem a minha mãe diz pra mim:
“conte carneirinho que logo, logo você dorme...”
Eu sei contar
carneirinhos:
vou até o cem
com todos pulando
a cerca bem juntinhos.
Mas acho que tiro
o sono desses
pequenos bichinhos
Pois de tanto contar
carneirinhos
ficam sem tempo,
os fofinhos
E andam nos campos
quietinhos
com muito sono,
tadinhos...
Então eu digo baixinho:
Não pula a cerca,
bichinho - vai tirar
um cochilinho...
quinta-feira, 27 de julho de 2006
As asas
saíram pra passear:
A vaca queria o pasto
o porco só o chiqueiro
e o pássaro, que nem ligava,
seguia todo faceiro
Subiram um campo com flor,
e a vaca encantada ficou!
Mas o porco, irritado,
logo, logo reclamou:
Ai, meu Deus, mas que fedor!
E vendo armada a confusão,
o pássaro, que não gostava de briga,
tratou de abrir as asas
e estufar a barriga:
se a vaca vai pro brejo
e a porca torce o rabo
não sou eu, com minhas asas,
que fico pra pagar o pato!
domingo, 23 de julho de 2006
Amor de Libélula
que belo
é o libélulo!
libélula:
que bela
libélula!
E aí voaram
juntos,
num belo par,
as libélulas.
segunda-feira, 17 de julho de 2006
O sonho azul
Eu tive um sonho azul
como as paredes
da casa de minha avó
Azul clarinho
como o vaso da janela
onde pousam as margaridas
Tão azul que o céu pareceu
pequeno e o mar
um risco num papel sem graça
Eu tive um sonho azul
E acordei assim,
todo azulado!
quinta-feira, 13 de julho de 2006
Gato malhado
Eu tenho um gato
malhado
que adora andar
no telhado
Em noite
de lua cheia
meu gato se
despenteia
E sobe faceiro a
janela, olhando
pra fora dela...
Ta lá, o telhado
brilhando...
E o gato
num pulo, miando,
me deixa sozinha,
pensando:
que gato malhado
e danado! - adora
andar em telhado...
domingo, 9 de julho de 2006
O nariz de Anaís
R.CosimiDescobri que roubar nariz é a minha especialidade...
Gosto de pegar e esconder na mão o nariz de Anaís. O de Clara não dá mais, não! Cresceram os dois, Clara e seu nariz. E quando crescem os narizes, as crianças deixam de acreditar que podemos tirá-los do rosto e guardá-los em nossas mãos.
Acho isso uma pena, pois não há nada mais divertido que apanhar um nariz emprestado por alguns minutos. Faço isso com a pequena Anaís: junto o mata-piolho e o fura-bolo, puxo o nariz com jeito, escondo-o na concha da mão e depois digo que vou tirar só um pedacinho, porque é muito gostoso “comer” nariz!
(No começo ela não gostava, não. E todas as vezes que tirava dela o nariz, era a maior confusão! Tinha que devolver rapidinho. E se ficasse torto, eu que tratasse de arrumá-lo como sempre esteve: no meio do rosto, empinadinho.)
O nariz de Anaís tem o gosto de ambrosia e é molinho, molinho. Só que também está crescendo e logo, logo será como o de Clara: coladinho de tal maneira que não há dedo que o consiga tirar do lugar.
Por isso, sempre que posso, pego um pouquinho o nariz de Anaís...
Como disse antes, descobri que esta é a minha especialidade: roubar narizes. Acho que é porque me lembram cogumelos - e eu adoro cogumelos!
quarta-feira, 5 de julho de 2006
A boneca bailarina
Extrapulina é a minha boneca
de estimação. Quem deu esse
nome a ela não fui, foi meu irmão.
Ele diz que Extrapulina é
uma “menina-extrapola”
Mas lá em casa não dão bola
se pergunto: “que menina
é essa, agora?”
Extrapulina é uma boneca fina
e não fossem as pernas quebradas,
seria até bailarina!
Mas olha só que descuido:
um dia eu estava no campo
correndo com a minha menina .
Foi quando deu a vontade
- mas uma vontade malina -,
de amarrar a Extrapulina!
Peguei uma corda no canto
e amarrei a boneca,
brincando...
Suas pernas já estavam fora,
e nem pensei que sofria –
Mas ai, que susto, meu deus! –
Ela chorando dizia:
Por que tanta crueldade
com a tua Extrapulina?
Olha só que eu ainda queria,
queria ser bailarina.
terça-feira, 4 de julho de 2006
O rato
Em Roma
o rei
o rato
a roupa
A roupa o rato roeu
Roeu o rato,
o rei da roupa
o rei de Roma
(O rato roeu a roupa do rei de Roma)












